Árbitro de vídeo causa polêmica em Pernambuco

By on 29 de junho de 2017

A final do Campeonato Pernambucano ficou marcada pelo pioneirismo na utilização do árbitro de vídeo no futebol brasileiro. Na partida de ida, na Ilha do Retiro, há quase dois meses (07/05), o recurso já havia sido utilizado para confirmar, de forma correta, a marcação do pênalti que resultou no gol de empate do Salgueiro.

A partida de ida terminou com o empate de 1 a 1, e na noite de ontem, dia 28, aconteceu a partida de volta. E mais uma vez o árbitro de vídeo entrou em ação, mas desta vez a decisão se deu contra a equipe do Salgueiro.

Aos 24 minutos da segunda etapa, em uma cobrança de escanteio, o Salgueiro marcou um gol, que naquele momento seria o primeiro da partida. O assistente que estava no lance acusou a saída da bola, e o gol foi anulado.

O bandeirinha que anulou a festa Carcará foi Emerson Augusto de Carvalho. O juiz da partida, Wilton Pereira Sampaio, pediu a revisão por vídeo da jogada. Péricles Bassols, o árbitro de vídeo, manteve a decisão do bandeira e o gol foi anulado.

Pela imagem da câmera de dentro do gol, disponibilizada pela emissora responsável pela transmissão do jogo, a bola parece realmente não ter saído, o que coloca em dúvida a confiabilidade do árbitro de vídeo.

Não se sabe quais as câmeras que os árbitros de vídeo têm acesso, mas fica cada vez mais evidente a necessidade de instalar câmeras nas linhas de fundo de todos os estádios da elite brasileira, para que não reste dúvidas quando a polêmica envolver a saída ou não da bola.

A tecnologia é sempre bem-vinda para evitar injustiças no futebol. Mas a primeira experiência com o árbitro de vídeo explicitou alguns problemas que devem ser solucionados antes de adotarmos esse recurso tecnológico nas partidas.

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